18 de junho – Orgulho Autista: Respeitar não é adaptar o outro, é ampliar o olhar
Oi, AUMigos e AUMigas.
Aqui é a Paçoca. E hoje o assunto pede menos opinião… e mais escuta.
Dia 18 de junho é o Dia do Orgulho Autista.
E antes que alguém tente explicar demais, rotular demais ou encaixar tudo em caixinhas confortáveis, eu já aviso: nem tudo precisa ser traduzido para ser respeitado.
Eu observo o comportamento aumano e percebo uma pressa curiosa:
querem entender tudo, classificar tudo, ajustar tudo ao que consideram “normal”.
Mas nem todo mundo precisa caber nesse padrão.
Enquanto isso, a Matilda faz o que sempre fez melhor.
Ela observa… e aceita.
Sem esforço.
Sem julgamento.
Sem tentar mudar o outro.
E talvez seja exatamente isso que falta.
Porque orgulho autista não é sobre superar.
Não é sobre “corrigir”.
Não é sobre encaixar.
É sobre existir com dignidade.
É sobre respeitar formas diferentes de sentir, perceber e estar no mundo.
Eu, Paçoca, sou direta:
o problema nunca esteve em quem é diferente.
O problema está na dificuldade de quem não aceita o diferente.
E isso, convenhamos, diz mais sobre quem julga do que sobre quem vive.
A Matilda, com aquele olhar calmo dela, traduz melhor:
“Nem todo mundo demonstra igual… mas todo mundo sente.”
Simples.
E suficiente.
Neste 18 de junho, o convite não é para falar por ninguém.
É para aprender a conviver melhor.
Menos comparação.
Mais respeito.
Menos exigência de adaptação.
Mais espaço para ser.
Eu sigo atenta às tentativas de encaixar o mundo em moldes estreitos.
A Matilda segue mostrando que ampliar o olhar é sempre o melhor caminho.
E juntas, a gente reforça:
orgulho não é sobre ser igual.
É sobre ser reconhecido… exatamente como se é.
Com respeito, sensibilidade e nenhuma tolerância para ignorância disfarçada,
Paçoca e Matilda
colunistas, observadoras do mundo
e defensoras de uma convivência mais humana… e mais verdadeira.