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9 em cada 10 mortes por afogamento ocorrem em correntes de retorno, alerta Corpo de Bombeiros

Órgão reforça respeito à sinalização, orientação dos guarda-vidas e cuidado com álcool para um verão mais seguro no litoral paulista

Corpo de Bombeiros mostra que 9 em cada 10 mortes por afogamento ocorrem em áreas de corrente de retorno Divulgação/Governo de SP
Corpo de Bombeiros mostra que 9 em cada 10 mortes por afogamento ocorrem em áreas de corrente de retorno

Um levantamento do Corpo de Bombeiros aponta que nove em cada dez mortes por afogamento acontecem em áreas com correntes de retorno — trechos do mar onde a água puxa o banhista para o fundo, dificultando o retorno à areia. Diante do dado alarmante, a corporação reforça a importância de respeitar as placas de sinalização e seguir as orientações dos guarda-vidas.

Durante o verão, a população do litoral paulista pode crescer até 4,5 vezes, o que aumenta significativamente o número de ocorrências. Para enfrentar esse cenário, o Governo de São Paulo mantém a Operação Verão Integrada, ação intersetorial que reforça segurança, saúde, mobilidade e proteção ambiental nas praias, incluindo o aumento do efetivo de salva-vidas.

Os bombeiros realizam monitoramento preventivo das áreas de risco, sinalizando locais perigosos do mar, como correntes de retorno e buracos. É justamente nesses pontos que ocorre a maioria dos óbitos por afogamento. As placas instaladas na areia indicam claramente essas áreas e devem ser respeitadas pelos banhistas.

O coronel Valdecir Nascimento orienta que, ao chegar à praia, o visitante procure um guarda-vidas. “Ele é a pessoa mais apropriada para orientar qualquer banhista sobre onde é mais seguro ficar para o banho com a família e com as crianças”, destaca. O Corpo de Bombeiros disponibiliza em seu site uma plataforma para consulta das praias que contam com guarda-vidas.

Outro fator de risco é o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar no mar. Segundo a capitã Karoline, porta-voz da corporação, o álcool reduz a percepção de risco e leva a comportamentos perigosos. “A pessoa perde a noção da realidade, fica mais corajosa e aceita desafios que podem colocar a própria vida em risco”, alerta.

O uso de objetos flutuantes, como boias e colchões infláveis, também é desaconselhado. Dados do Corpo de Bombeiros indicam que cerca de um terço das mortes por afogamento começa com o uso desses itens, que transmitem falsa sensação de segurança e podem ser facilmente levados pelas correntes.

Como regra simples de prevenção, a corporação reforça o conhecido alerta: “Água no umbigo, sinal de perigo.” Em caso de dúvida, a orientação é sair da água e procurar um guarda-vidas.