Piracicaba

Bloco Afropira leva história do Egito Antigo e raízes africanas ao Carnaval 2026 em Piracicaba

Apresentações gratuitas ocorrem de 15 a 17 de fevereiro no Instituto Afropira, no bairro Nova América

Bloco Afropira Leandro Lugarezi
Bloco Afropira

O Bloco Afropira será uma das atrações do Carnaval 2026 em Piracicaba, apresentando o tema “Egito – Raízes Africanas: Uma releitura afrocentrada da história do Egito Antigo”. As apresentações acontecem nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro no Instituto Afropira, localizado na Rua Cel. João Mendes Pereira de Almeida, 198, no bairro Nova América.

O evento é voltado para todas as idades, com entrada gratuita. Os abadás estão à venda por R$ 45, por meio do telefone (19) 999290-1867.

Durante os três dias de programação, além do Bloco Afropira, haverá atrações convidadas. No dia 15 de fevereiro (domingo), o evento ocorre das 16h às 22h e contará com o grupo Samba de Roda. No dia 16 de fevereiro (segunda-feira), a programação será das 18h às 23h, com a participação de Pimenta Preta. Já no dia 17 de fevereiro, as atrações se apresentam das 16h às 22h, tendo Som da Massa como convidado do Bloco Afropira. O local também oferecerá serviços de tranças, pintura afro, espaço infantil e área de alimentação.

O tema “Egito – Raízes Africanas” tem como objetivo provocar reflexão e reconectar a história do Egito Antigo às suas raízes africanas, a partir de um olhar afrocentrado. A iniciativa busca fazer frente a um processo de branqueamento e valorizar a diversidade.

“Durante muitos anos, o Egito foi apresentado ao mundo por uma narrativa distorcida, construída a partir de perspectivas eurocêntricas que apagaram a presença africana e negra de uma das civilizações mais antigas e influentes da humanidade. Esse apagamento não é apenas um erro histórico, mas um reflexo direto do colonialismo, do racismo estrutural e da negação das contribuições africanas para a ciência, a cultura, a espiritualidade e a organização social”, afirma Elaine Teotonio, uma das idealizadoras do Bloco Afropira.

“Este tema convida o público a revisitar a história, valorizar pesquisas afrocentradas, reconhecer intelectuais africanos e da diáspora, e compreender que contar a própria história é um ato de resistência. É também um chamado para fortalecer a autoestima, a identidade negra e a educação antirracista, especialmente entre crianças, jovens e comunidades periféricas”, diz Marcos Farias, o Mestre Marquinho, um dos idealizadores do Bloco Afropira.

A ideia para o tema surgiu a partir de estudos sobre blocos afros renomados como Ilê Ayê, Muzenda, Timbalada, Filhos e Filhas de Gandhy e, principalmente, o Olodum. O Bloco Afropira, um grupo percussivo que valoriza as culturas afro-brasileiras, realiza atividades durante todo o ano, incluindo aulas semanais no Instituto Afropira. Em janeiro de 2026, dois diretores e cinco alunos tiveram a oportunidade de ter aulas com um dos mestres do Olodum, na Bahia. O projeto destaca a formação de alunos que, desde crianças, se tornaram professores, e a revelação de talentos. Em 2026, haverá a participação de Andréia, Deise e Isabela, e um encontro de gerações com o pai de Elaine e seu filho de 8 anos no palco.

A realização do evento é do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura e Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura. O apoio é da Prefeitura de Piracicaba, através das secretarias de Cultura, de Turismo e de Cidadania e Parcerias, do Edital Carnaval Piracicaba 2026 (para Blocos), do Chamamento Público nº 022025, da Rede Municipal de Pontos de Cultura de Piracicaba-SP (por meio da Política Nacional de Cultura Viva – PNCV), da ETC Produtora, da MVF Produtora, da Piracerva e do Coletivo de blocos.

Mais informações sobre a programação podem ser obtidas no Instagram: @afropira.