Treinamento em Epilepsia na Rede Municipal de Saúde de Piracicaba Diagnostica Bebê
Ação do Março Roxo capacitou profissionais da Atenção Básica e permitiu identificação precoce de caso.
Prefeitura Piracicaba
Uma capacitação teórica sobre epilepsia se transformou em um momento decisivo para o diagnóstico de um bebê de apenas oito meses em Piracicaba. Durante o encontro, que reuniu médicos da Atenção Básica da rede municipal de Saúde, a médica Raquel Sano, do PSF Monte Feliz, identificou semelhanças entre os sintomas abordados na aula e o relato recente de uma paciente sobre seu filho.
A partir dessa percepção, a médica Raquel Sano e seu colega Deiviston Mano, que atuam na mesma unidade, acessaram um vídeo gravado pela mãe da criança. Ainda durante a atividade, eles compartilharam o material com a palestrante, a neurologista Daniela Fontes Bezerra. Essa troca imediata de informações foi crucial para direcionar o diagnóstico do caso.
A capacitação integra as ações do Março Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a epilepsia. O treinamento atualizou médicos da Atenção Básica sobre conceitos essenciais, epidemiologia, diagnóstico, tipos de crises e opções de tratamento farmacológico.
O encontro reforçou o papel estratégico da Atenção Básica na identificação precoce de sinais e sintomas, possibilitando intervenções mais rápidas e eficazes, especialmente em casos que demandam atenção especializada.
O vice-prefeito e secretário de Saúde, dr. Sergio Pacheco, destacou o impacto dos investimentos em educação permanente. “Quando o conhecimento é aplicado de forma imediata, quem ganha é o paciente. Esse é o nosso objetivo: fortalecer a rede para garantir um atendimento cada vez mais resolutivo e humanizado”, afirmou.
A neurologista dra. Daniela Fontes Bezerra ressaltou a importância da capacitação. “No nosso Março Roxo, mês de conscientização da epilepsia, trazemos a doença para o centro da pauta, com o objetivo de melhorar a assistência, o reconhecimento e as diretrizes de tratamento. Acima de tudo, é uma forma de quebrar barreiras, reduzir estigmas e inserir as pessoas com epilepsia no dia a dia da atenção básica e de todos os profissionais de saúde”, pontuou.
A epilepsia é uma condição neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais no cérebro, que podem provocar crises com movimentos involuntários, alterações de consciência e crises convulsivas. A doença pode ter origem genética ou ser consequência de lesões cerebrais adquiridas e pode afetar pessoas de todas as idades.
A iniciativa faz parte de um conjunto de ações desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde para qualificar o atendimento na rede pública, ampliando o cuidado com a população, com foco na detecção precoce e no acompanhamento adequado de condições neurológicas como a epilepsia.