Piracicaba

Prefeitura de Piracicaba monitora capivara com artefato para remoção segura

Acompanhamento diário visa manejo seguro e remoção de objeto sem estresse ou risco ao animal e seu grupo familiar

Capivara com artefato preso ao corpo segue monitorada por equipes técnicas da Prefeitura Prefeitura Piracicaba
Capivara com artefato preso ao corpo segue monitorada por equipes técnicas da Prefeitura

A Prefeitura de Piracicaba, por meio de suas equipes técnicas, monitora diariamente uma capivara avistada recentemente com um artefato preso ao corpo no município. O animal não está desaparecido e o acompanhamento visa garantir um manejo seguro para a remoção do objeto, sem causar estresse ou risco à fêmea e ao pequeno grupo familiar ao qual ela pertence.

A ação é conduzida pela Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, através da Divisão de Proteção Animal. Como parte do plano de manejo, já foi realizado o cercamento de áreas estratégicas, cujos locais não são divulgados por questão de segurança. É nesses pontos que a contenção poderá ser feita de forma adequada.

Por se tratar de um animal silvestre de vida livre, o manejo exige um planejamento técnico rigoroso, não sendo uma operação simples. Um plano específico já está em execução. A Divisão reforça que a sedação só pode ser realizada quando a capivara estiver em local seguro e devidamente contida, pois, sendo semiaquática, seu instinto natural a levaria a buscar refúgio na água, o que poderia resultar em afogamento antes do efeito completo do anestésico.

O objetivo principal é resolver a situação o mais rápido possível, com total segurança e sem causar danos ao animal. A colaboração da população é fundamental neste momento. A orientação é para que ninguém se aproxime, tente alimentar, fotografar ou seguir o animal.

A movimentação e a curiosidade do público podem deixar a capivara mais arisca e estressada, dificultando o trabalho da equipe e atrasando o manejo seguro. Permitir que os profissionais atuem com tranquilidade é a melhor forma de contribuir para que a situação seja resolvida rapidamente e sem riscos.

A Divisão de Proteção Animal também monitora outros núcleos de capivaras nas proximidades da avenida Cruzeiro do Sul e no Parque da Rua do Porto. Em casos de ferimentos decorrentes de brigas por disputas territoriais, que são comuns e naturais entre indivíduos do mesmo bando, não há indicação de intervenção humana, devido à dificuldade de manejo e ao risco de estresse excessivo.

A Secretaria reforça que o caso da capivara com o objeto preso é diferente, pois envolve material de origem humana, o que justifica a atuação direta do poder público para solucionar a questão.