CNI estima que “taxa das blusinhas” preservou 135 mil empregos no país
Levantamento aponta manutenção de R$ 19,7 bilhões na economia brasileira
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
A cobrança de imposto sobre compras internacionais de pequeno valor, conhecida como “taxa das blusinhas”, preservou cerca de 135,8 mil empregos no Brasil, segundo levantamento divulgado em 22 de abril pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A medida também manteve R$ 19,7 bilhões em circulação na economia nacional.
De acordo com a entidade, a tributação ajudou a conter importações e reduzir a concorrência de produtos estrangeiros. O estudo comparou projeções de importações com os dados efetivamente registrados em 2025.
Entre os principais resultados, a CNI aponta R$ 4,5 bilhões em importações evitadas e queda no volume de encomendas internacionais. O número de remessas passou de 179,1 milhões em 2024 para 159,6 milhões em 2025. No primeiro semestre de 2025, houve recuo de 23,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A arrecadação federal com o imposto também aumentou, passando de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025.
A chamada “taxa das blusinhas” estabelece a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50. A regra entrou em vigor em agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme.
Segundo a CNI, antes da medida, produtos de baixo valor muitas vezes entravam no país sem a cobrança integral de tributos, o que gerava concorrência desigual com itens nacionais. Com a nova regra, houve maior equilíbrio entre produtos brasileiros e estrangeiros.
A entidade também afirma que a tributação reduziu práticas irregulares, como subfaturamento e divisão de pedidos, ao exigir o recolhimento do imposto no momento da compra.
Matéria baseada em texto de Wellton Máximo, Repórter da Agência Brasil.