Deputada Ana Perugini defende políticas estruturadas de proteção às mulheres e debate gestão da saúde em entrevista à Rádio Educadora
Parlamentar participou do programa Comentaristas na última sexta-feira (06) e abordou violência de gênero, educação e desafios na organização da saúde pública
Rádio Educadora
A deputada estadual Ana Perugini participou, na última sexta-feira, dia 06 de março de 2026, do programa Comentaristas, da Rádio Educadora, onde abordou temas relacionados à violência contra a mulher, políticas públicas de proteção e desafios na gestão da saúde pública. Durante a entrevista, a parlamentar destacou que o enfrentamento à violência de gênero exige mais do que legislação: demanda estrutura efetiva do poder público e mudanças culturais.
Segundo Ana Perugini, o mês dedicado às mulheres também deve ser um período de reflexão sobre o aumento dos casos de feminicídio no país. Ela lembrou que a legislação brasileira já prevê penas severas para esse tipo de crime, mas ressaltou que a existência da lei, por si só, não é suficiente para eliminar a violência.
Para a deputada, o problema está profundamente ligado a uma construção histórica e cultural que, ao longo do tempo, colocou a mulher em posição de inferioridade social. Nesse contexto, ela defendeu a implementação de políticas públicas consistentes e criticou iniciativas que criam estruturas institucionais sem oferecer condições reais de funcionamento.
Durante a conversa, a parlamentar também ressaltou a importância da educação como ferramenta de transformação cultural. De acordo com ela, a discussão sobre igualdade entre homens e mulheres precisa estar presente no sistema educacional, de forma transversal, contribuindo para a formação de uma sociedade mais consciente e menos tolerante à violência.
Ana Perugini também relatou experiências pessoais no apoio a mulheres vítimas de violência antes mesmo da criação da Lei Maria da Penha, lembrando que, naquele período, muitas vítimas não encontravam apoio institucional e dependiam de redes informais de acolhimento.
Outro ponto abordado na entrevista foi a organização do sistema público de saúde. A deputada defendeu o avanço da regionalização da saúde como forma de tornar o atendimento mais eficiente e reduzir problemas na gestão de vagas e serviços. Segundo ela, a descentralização permite melhor conhecimento da estrutura disponível em cada região e melhora o diálogo entre os diferentes níveis de atendimento.
Ao final da participação, a deputada reforçou a importância de fortalecer políticas públicas que garantam proteção às mulheres e aprimorem a gestão da saúde, destacando que essas áreas exigem planejamento, estrutura e compromisso permanente do poder público.