Fux vota para manter presos pai e primo de Vorcaro
Segunda Turma do STF tem placar de 2 a 0 pela manutenção das prisões preventivas
Carlos Moura/SCO/STF
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste sábado (23) pela manutenção das prisões preventivas de Henrique Vorcaro e Felipe Vorcaro, pai e primo do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Com isso, a Segunda Turma da Corte chegou ao placar parcial de 2 a 0 para manter as detenções.
Fux antecipou o voto e acompanhou o relator do caso, ministro André Mendonça, que na sexta-feira (22) já havia votado pela conversão das prisões temporárias em preventivas, sem prazo definido para encerramento. O julgamento ocorre no plenário virtual da Segunda Turma do STF, mas foi suspenso após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, que terá até 90 dias para devolver o caso ao colegiado.
Mesmo com a interrupção, os demais ministros ainda podem antecipar seus votos. Além de Gilmar Mendes, faltam os votos de Nunes Marques e Dias Toffoli. Toffoli, porém, se declarou impedido e não participa da análise do processo.
Henrique e Felipe Vorcaro foram presos em desdobramentos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal para investigar suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em 2025. Felipe Vorcaro foi alvo de operação da PF em 7 de maio, e Henrique foi preso em 14 de maio, em Belo Horizonte. Segundo a investigação, Henrique teria atuado como operador financeiro e beneficiário de uma estrutura criminosa chamada A Turma, apontada pela PF como responsável por pagamentos e obtenção de dados sigilosos. A polícia afirma que ele teria custeado o grupo com repasses mensais de cerca de R$ 400 mil.