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Governo de SP assina contrato da PPP do Túnel Santos–Guarujá e destrava projeto histórico

Travessia entre Santos e Guarujá pode ser feita por balsa atualmente. Pablo Jacob/Governo de São Paulo
Travessia entre Santos e Guarujá pode ser feita por balsa atualmente.
Maquete mostra projeção de como será o túnel Santos-Guarujá. Pablo Jacob/Governo de São Paulo
Maquete mostra projeção de como será o túnel Santos-Guarujá.

O Governo de São Paulo assina nesta quarta-feira (28), no Palácio dos Bandeirantes, o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) do Túnel Santos–Guarujá, formalizando a parceria com o grupo português Mota-Engil. O projeto, aguardado há mais de um século na Baixada Santista, assegura investimento de aproximadamente R$ 7 bilhões e viabiliza a construção do primeiro túnel imerso do Brasil.

Com investimento estimado em R$ 6,8 bilhões, o empreendimento prevê a construção de um túnel de 870 metros sob o canal portuário, com três faixas de rolamento por sentido, passagem para pedestres e ciclistas e galeria de serviços. O contrato terá duração de 30 anos, incluindo as etapas de construção, operação e manutenção da infraestrutura.

O governador Tarcísio de Freitas destacou o caráter histórico da iniciativa. Segundo ele, a ligação seca entre Santos e Guarujá é um projeto sonhado há cem anos e que agora entra em fase concreta de execução. A expectativa é que o túnel esteja concluído e em operação em 2031, beneficiando cerca de 2 milhões de pessoas na região.

A obra deve gerar aproximadamente 9 mil empregos diretos e indiretos e reduzir drasticamente o tempo de travessia entre as duas cidades, que passará de cerca de uma hora para até cinco minutos. Atualmente, a ligação rodoviária exige um trajeto de aproximadamente 40 quilômetros.

A Mota-Engil venceu o leilão realizado na B3, em setembro de 2025, ao apresentar desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública máxima anual. O projeto já conta com licença ambiental prévia emitida pela Cetesb, o que garante segurança jurídica e previsibilidade ao cronograma.

Com a assinatura do contrato, o projeto avança para as etapas preparatórias, incluindo a definição da área de fabricação dos módulos de concreto. A produção está prevista para começar em 2027, com montagem até 2030 e início da operação em 2031.