Liberdade de imprensa cai nas democracias e atinge menor nível em 25 anos, diz RSF
Repórteres Sem Fronteiras aponta deterioração global e cita o Brasil como uma das exceções no ranking
hosnysalah/Pixabay
O relatório sobre o ranking da liberdade de imprensa no mundo, divulgado nesta quinta-feira (30) pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras, mostra que a pontuação média de todos os países juntos é a mais baixa dos últimos 25 anos. Segundo o diretor da entidade para a América Latina, Artur Romeu, a queda também foi expressiva em Estados democráticos.
No levantamento, o Brasil aparece como uma das exceções à regra e subiu 58 posições desde o ano de 2022. Ainda assim, a maior parte do mundo enfrenta um cenário de dificuldade.
Artur Romeu afirmou que a tendência é de queda constante. “Estamos em uma tendência de queda e, neste ano em particular, foi registrado o número mais baixo da série histórica”, disse. Para ele, o quadro mostra “deterioração global das condições para o exercício do jornalismo”.
O representante da entidade atribuiu a piora a “um conjunto de crises” e disse que “isso é uma crise das democracias no mundo”. Segundo ele, práticas como assédio e hostilizações, além da identificação de jornalistas e veículos como inimigos públicos, têm se espalhado por países inclusive democráticos.
Na avaliação de Romeu, os estados democráticos precisam garantir uma imprensa livre e plural para assegurar informação de qualidade à sociedade. Ele defendeu também novas legislações de regulação das plataformas e da inteligência artificial, mecanismos de proteção e leis de fomento ao jornalismo, com mais pluralismo e diversidade na mídia.