Giro de Notícias

Novo presidente da Colômbia promete combate "sem tréguas" ao narcoterrorismo

Abelardo de la Espriella assumiu a Presidência com discurso duro contra guerrilhas, tráfico de cocaína e grupos armados

  Abelardo de la Espriella sucede Gustavo Petro, com mandato de 4 anos REUTERS/Luisa Gonzalez
Abelardo de la Espriella sucede Gustavo Petro, com mandato de 4 anos

Abelardo de la Espriella assumiu a Presidência da Colômbia prometendo enfrentar “sem tréguas o narcoterrorismo” e restaurar a “ordem” e a “autoridade” no país, que vive a pior vaga de violência em mais de uma década. Eleito em 21 de junho, o advogado de 48 anos sucede Gustavo Petro para um mandato de quatro anos e marca uma viragem política com promessa de estreitar os laços com Washington.

No primeiro discurso como presidente, feito em um quartel em Cali, no sudoeste do país, diante de centenas de soldados, blindados e dois helicópteros, de la Espriella escolheu não seguir a tradição de jurar em Bogotá. A cidade tem sido alvo recente de atentados reivindicados por guerrilhas e fica próxima de territórios controlados por grupos armados ligados à escalada de violência. Conhecido como “El Tigre”, ele disse que a opção do diálogo do governo anterior está “completamente esgotada”.

O novo presidente afirmou que os membros de grupos ilegais terão de se “submeter” à lei ou enfrentar a força do Estado. Também declarou que erradicará as plantações de coca “por todos os meios”, autorizará a exploração de petróleo e gás por fraturação hidráulica e pretende publicar um decreto de “congelamento da despesa pública”. Entre as promessas, citou ainda a redução de impostos para os mais ricos e uma “batalha cultural para restaurar o valor da família”.

A posse em Cali ocorreu sob forte proteção, com 11 mil militares e um sistema antidrones, diante da presença de cerca de uma dezena de chefes de Estado, entre eles representantes da Argentina, Chile e Equador, além de integrantes da Casa Branca, do rei Felipe VI e do presidente da FIFA, Gianni Infantino. Gustavo Petro não participou da cerimônia e deixou a residência presidencial nesta sexta-feira. Apoiadores da esquerda se manifestaram pacificamente nas principais cidades após a derrota apertada nas eleições, por menos de 1%.