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Operação revela ecossistema financeiro ligado ao crime organizado no setor de combustíveis em São Paulo

Ação integrada cumpriu 59 mandados de busca e apreensão e rastreou movimentações suspeitas, empresas de fachada e lavagem de dinheiro em vários estados.

Ao todo, a operação cumpriu 59 mandados de busca e apreensão, sendo 42 no estado de São Paulo e os demais no Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul Divulgação/Governo de SP
Ao todo, a operação cumpriu 59 mandados de busca e apreensão, sendo 42 no estado de São Paulo e os demais no Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul

Investigações conjuntas, cruzamento de dados fiscais e análises financeiras ajudaram a identificar um esquema envolvendo fintechs, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis em São Paulo. A Operação Fluxo Oculto foi realizada nesta quinta-feira (28) e é resultado do trabalho integrado entre forças estaduais e federais, órgãos de fiscalização tributária e controle financeiro.

Ao todo, a operação cumpriu 59 mandados de busca e apreensão, sendo 42 no estado de São Paulo e os demais no Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. As apurações começaram a partir da identificação de fraudes ligadas ao mercado de combustíveis, mas avançaram quando os investigadores passaram a cruzar informações fiscais, bancárias e financeiras.

O trabalho permitiu revelar como organizações criminosas usavam instituições de pagamento, distribuidoras, empresas de investimento e postos de combustíveis para movimentar recursos ilícitos e ocultar patrimônio. Segundo os investigadores, a atuação conjunta foi fundamental para compreender a estrutura financeira usada pelo bando.

Na ofensiva, participaram 18 delegados da Polícia Civil e 176 policiais militares. Também atuaram 87 promotores de Justiça e servidores, 38 auditores fiscais, além de 10 fiscais da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e outros 135 da Receita Federal. A Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz-SP) ajudou na identificação de irregularidades fiscais, enquanto a Receita Federal e a Procuradoria Geral (PGE-SP) contribuíram no cruzamento de dados financeiros e patrimoniais, com apoio técnico da ANP.