PM integra drones e helicópteros ao Muralha Paulista para reforçar combate ao crime
Projeto-piloto na capital amplia o monitoramento em tempo real com reconhecimento facial e leitura automática de placas
Divulgação/Governo de SP
A Polícia Militar de São Paulo passou a integrar as imagens transmitidas por helicópteros e drones ao sistema Muralha Paulista, ampliando a capacidade de monitoramento e resposta das forças de segurança. Com a novidade, as imagens captadas pelas aeronaves podem ser analisadas em tempo real, com recursos de reconhecimento facial e leitura automática de placas para identificar pessoas procuradas pela Justiça, desaparecidas e veículos com registro de roubo ou furto.
A integração começou a ser usada nesta quarta-feira (17), na capital paulista, como projeto-piloto durante a Operação Integra SP. Inicialmente, um helicóptero e um drone estão equipados com a ferramenta, que amplia a possibilidade de localizar alvos de interesse policial em diferentes cenários, como grandes eventos, áreas de difícil acesso e regiões com grande circulação de pessoas.
A tecnologia também permite levar o monitoramento para pontos onde as câmeras fixas não alcançam. Segundo a PM, as plataformas aéreas conseguem produzir imagens em alta qualidade a até 150 metros de distância, o que amplia o alcance das equipes e aumenta a chance de identificação de pessoas procuradas e veículos com restrições. "O helicóptero é uma ferramenta importante porque consegue chegar a diferentes pontos em poucos minutos", afirmou o coronel Ronaldo Barreto, comandante da Aviação da PM.
As aeronaves contam com câmeras de alta resolução e tecnologia infravermelha, que também permite a captação de imagens durante a noite. As transmissões seguem para o Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) da Secretaria da Segurança Pública, onde as informações são analisadas pelas equipes policiais. Durante a operação, o helicóptero com o sistema percorre corredores estratégicos da capital, incluindo vias como as avenidas Cupecê, Salim Farah Maluf, do Estado, 23 de Maio, Aricanduva, Vereador João de Luca, Ricardo Jafet e as marginais, além de acessos a rodovias.
O Muralha Paulista reúne câmeras interligadas, leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real. A rede conecta sistemas públicos e privados a bases de dados e cruza as informações com bancos de dados criminais, incluindo o Banco Nacional de Mandados de Prisão. O sistema também auxilia na localização de veículos furtados ou roubados e no acompanhamento de ocorrências, contribuindo para restringir rotas de fuga e reduzir a mobilidade de autores de crimes patrimoniais.