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Polícia Civil identifica cinco envolvidos em abuso contra crianças na zona leste de SP

Força-tarefa do 63º DP usou imagens, trabalho de campo e apoio interestadual para esclarecer o caso em São Miguel Paulista

Ao todo, Polícia identificou quatro adolescentes e um adulto, de 21 anos. Divulgação/Governo de SP
Ao todo, Polícia identificou quatro adolescentes e um adulto, de 21 anos.

A Polícia Civil de São Paulo identificou os cinco envolvidos em um caso de abuso contra dois meninos, de 7 e 10 anos, ocorrido no fim de abril em São Miguel Paulista, na zona leste da capital. A investigação foi conduzida por uma força-tarefa coordenada pelo 63º Distrito Policial (Vila Jacuí), com análise de imagens, diligências e apoio em diferentes cidades.

Ao todo, foram identificados quatro adolescentes e um adulto, de 21 anos. Três menores já foram apreendidos: dois na capital e um em Jundiaí. O suspeito maior de idade foi preso temporariamente na Bahia com apoio das forças de segurança locais, e a Polícia Civil atua para transferi-lo a São Paulo.

Um quarto adolescente segue sendo procurado, e equipes estão em campo para localizá-lo. "Neste momento temos equipes negociando com a família para esse quarto envolvido se entregar, se apresentar para a Justiça. Mas, no geral, foi um trabalho que garantiu uma resposta rápida. Todos foram identificados rapidamente e agora serão punidos por esse crime", afirmou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, em coletiva de imprensa realizada neste domingo (3).

As autoridades informaram que a investigação começou a partir de imagens que circulavam nas redes sociais. "As famílias estavam sendo pressionadas a não denunciar. Identificamos os envolvidos e representamos pela prisão e apreensão", explicou a delegada Janaina da Silva Dziadowczyk, do 63º DP.

O trabalho incluiu coleta de provas e depoimentos, reconhecimento fotográfico e trabalho de campo para embasar as medidas judiciais. "Naquele primeiro momento não tínhamos praticamente nada além das imagens, e em poucos dias tudo foi esclarecido", destacou o secretário Nico.

As investigações também apuram a divulgação dos vídeos nas redes sociais e possíveis ameaças feitas contra familiares das vítimas. Segundo a polícia, essa será a próxima etapa do inquérito. A orientação é para que a população não compartilhe esse tipo de conteúdo e procure diretamente as autoridades. O caso segue em investigação para o completo esclarecimento dos fatos e responsabilização de todos os envolvidos.