SP alcança maior patamar de desenvolvimento humano em 13 anos
Relatório Radar IDHM mostra índice de 0,838 em 2024; estado supera a média nacional em longevidade, educação e renda
Divulgação/Governo de SP
O estado de São Paulo atingiu, em 2024, o maior patamar de desenvolvimento humano dos últimos 13 anos, segundo o relatório Radar IDHM, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). O índice paulista foi de 0,838, acima da média do Brasil, que ficou em 0,805. Com isso, o país entrou pela primeira vez no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano, a faixa mais alta da classificação.
O levantamento, elaborado pela Agência SP em parceria com a Fundação Seade, também detalha os indicadores de longevidade, educação e renda. Em 2024, São Paulo ficou na faixa de muito alto desenvolvimento humano em todas as dimensões analisadas e superou a média nacional em cada uma delas. O estudo reúne dados dos últimos 13 anos, de 2012 a 2024, e contempla Brasil, os 26 estados, o Distrito Federal, 20 regiões metropolitanas, a Região Integrada de Desenvolvimento (RIDE) da Grande Teresina e cinco macrorregiões.
Na comparação histórica, o IDHM geral de São Paulo saiu de 0,803, em 2012, para 0,838, em 2024. Na longevidade, o índice chegou a 0,867, o maior da série. Em educação, o estado marcou 0,850, com os melhores números em 2023 e 2024. Já em renda, o resultado foi 0,799, também o mais alto do período analisado. Os dados foram calculados com base na PNAD Contínua, do IBGE, em parceria com a equipe técnica e pesquisadores da Fundação João Pinheiro.
O governo estadual atribui o avanço à ampliação do acesso a serviços de saúde, educação e inclusão de renda desde 2023. Entre as ações citadas estão os repasses da Tabela SUS Paulista, que já destinou mais de R$ 9,7 bilhões a 800 Santas Casas e instituições filantrópicas, e os avanços na rede estadual de ensino, incluindo crescimento no desempenho em matemática no Saresp 2025, alta na presença de estudantes e expansão do ensino técnico. Na área social, o Superação SP, lançado em maio do ano passado, atua em 48 cidades com 447 agentes e 42 supervisores para atender famílias em situação de vulnerabilidade.