Piracicaba

Simespi leva ao vice-presidente pleitos contra tarifaço de 37,5% sobre produtos brasileiros

Comitiva de Piracicaba se reúne com Geraldo Alckmin em São Paulo para discutir medidas diante dos impactos do governo dos Estados Unidos

Paulo Estevam de Camargo - Presidente SIMESPI Divulgação
Paulo Estevam de Camargo - Presidente SIMESPI

Uma comitiva liderada pelo Simespi estará em São Paulo, no dia 7, às 10h, para participar de audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. O encontro vai tratar dos impactos do novo tarifaço de 37,5% imposto a produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos desde o final de julho, com foco na região. Levantamento com base em dados do Ministério do Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Amcham aponta Piracicaba como o município mais afetado do país pela sobretaxa.

Segundo o presidente do Simespi, Paulo Estevam Camargo, o vice-presidente telefonou na última sexta-feira (31) para manifestar interesse em receber a entidade e discutir possíveis soluções. Além de Camargo, participam da reunião os dois vice-presidentes da entidade, André Simioni e Erick Gomes, o prefeito Helinho Zanatta, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e Região, Wagner da Silveira, o Juca, e representantes de empresas exportadoras e de sua cadeia produtiva.

A agenda dá continuidade ao trabalho iniciado pelo sindicato em agosto do ano passado, quando Erick Gomes liderou comitiva a Brasília para audiência com Alckmin sobre o primeiro tarifaço do governo Trump. Na ocasião, o Simespi pediu que o Plano Brasil Soberano contemplasse as empresas da cadeia produtiva das grandes exportadoras, e foi atendido.

Estimativas da entidade indicam que o novo tarifaço deve atingir cerca de 50 empresas de Piracicaba e região, que juntas empregam em torno de 10 mil trabalhadores diretos. Entre os pedidos que serão apresentados estão a intensificação das negociações para reduzir as tarifas e ampliar a lista de produtos isentos, a inclusão de máquinas, equipamentos e componentes, além da criação de uma mesa técnica federal para acompanhar os efeitos sobre produção, investimentos e empregos.

O Simespi também quer acesso facilitado ao Plano Brasil Soberano, crédito emergencial, medidas tributárias temporárias, apoio à manutenção dos postos de trabalho e à diversificação dos mercados externos. Como encaminhamentos, a entidade propõe a indicação de um interlocutor do MDIC e a realização, em até 30 dias, de uma reunião técnica em Piracicaba.