Piracicaba

Último suspeito de tentativa de latrocínio contra empresário em Piracicaba é preso em rodovia

Investigado foi capturado pela Polícia Rodoviária Federal em Arujá; grupo é suspeito de monitorar vítimas para roubar relógios de luxo e teria seguido casal desde São Roque.

A Polícia Civil confirmou a prisão do último suspeito de integrar um grupo criminoso investigado por uma tentativa de latrocínio contra um empresário em Piracicaba. O homem foi capturado na madrugada de sábado (10), durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na Rodovia Presidente Dutra, em Arujá, na Grande São Paulo.

Durante a fiscalização, os agentes constataram a existência de um mandado de prisão expedido pela Vara Regional das Garantias da 4ª Região Administrativa Judiciária de Piracicaba. O investigado foi detido e colocado à disposição da Justiça.

O crime ocorreu em 16 de dezembro de 2025, quando um empresário e sua esposa retornavam de Itu em um veículo de luxo. Durante o percurso, o casal fez uma parada em um shopping de São Roque, às margens da Rodovia Presidente Castelo Branco.

Ao chegar a Piracicaba, o empresário foi abordado por um homem armado enquanto desembarcava em um restaurante italiano na região central. O suspeito exigiu a entrega de um relógio Rolex avaliado em aproximadamente R$ 120 mil.

A vítima reagiu e entrou em luta corporal com o assaltante, que efetuou disparos de arma de fogo. Um dos tiros atingiu de raspão a cabeça do empresário. Outro envolvido, que aguardava nas proximidades em uma motocicleta, aproximou-se para auxiliar na fuga. Nenhum pertence foi levado.

Segundo a Unidade de Polícia Judiciária Agrupada (UPJA) de Piracicaba, as investigações indicaram que o casal foi escolhido previamente como alvo. Os suspeitos teriam iniciado o monitoramento ainda no shopping de São Roque e acompanhado as vítimas até Piracicaba, utilizando dois automóveis e duas motocicletas.

Três investigados já haviam sido presos anteriormente pela Polícia Civil. Com a nova captura, todos os quatro suspeitos identificados na investigação estão presos.

A Polícia Civil apura se o último detido exercia papel de liderança no grupo, sendo possivelmente o principal articulador das ações criminosas.