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Vale do Ribeira conquista indicação geográfica da banana e amplia reconhecimento nacional

Região paulista obtém 14ª IG do estado e fortalece produção das variedades Cavendish e Prata

Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e, a partir da década de 1930, avançou para o Vale do Ribeira Divulgação/Governo de SP
Em São Paulo, o cultivo começou no litoral e, a partir da década de 1930, avançou para o Vale do Ribeira

A região do Vale do Ribeira conquistou a Indicação Geográfica (IG) para a produção das bananas das variedades Cavendish e Prata, reconhecimento que reforça o setor produtivo local e consolida a área como um dos principais polos da fruta no Brasil. O registro foi concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e representa a 14ª IG obtida pelo estado de São Paulo.

A certificação reconhece produtos com origem geográfica específica que apresentam qualidades, tradição ou reputação associadas ao local de produção. Com o registro, o nome “Vale do Ribeira-SP” passa a ser protegido e utilizado oficialmente para identificar as bananas produzidas na região.

Em São Paulo, o cultivo da banana teve início no litoral e avançou para o Vale do Ribeira a partir da década de 1930, impulsionado pelas características do solo, considerado mais adequado e menos sujeito a inundações.

O processo de obtenção da IG contou com apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI). A CATI Regional de Registro participou da articulação institucional e da elaboração do Caderno de Especificações Técnicas, em parceria com a Associação dos Bananicultores do Vale do Ribeira (ABAVAR), o Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e o Sebrae.

Para a solicitação da IG, é necessário comprovar a notoriedade do produto. No estado, a Secretaria de Agricultura é responsável pela emissão do Instrumento Oficial de Delimitação de Área Geográfica (IOD), enquanto a CATI recebe e encaminha a documentação para análise técnica.

A área reconhecida pela IG abrange 13 municípios: Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Itariri, Iporanga, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro e Sete Barras.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Projeto LUPA, a região responde por 7,07% da área nacional destinada à bananicultura.