Piracicaba

Zoonoses faz busca ativa após caso de esporotricose em cão no Santa Rosa

Equipe da Secretaria de Saúde visitou 310 imóveis e não encontrou novos casos suspeitos em humanos ou animais

Doença pode se manifestar em cães também; em caso de suspeita, médico-veterinário deve ser consultado Prefeitura Piracicaba
Doença pode se manifestar em cães também; em caso de suspeita, médico-veterinário deve ser consultado

Após a confirmação de um caso de esporotricose em um cão no bairro Santa Rosa, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal de Saúde, fez uma investigação epidemiológica com busca ativa e orientação à população da região. A ação integra a rotina do CCZ sempre que há confirmação da doença, com foco em identificar novos registros, orientar moradores e contribuir para o controle da transmissão.

A mobilização durou três dias consecutivos e foi feita em imóveis localizados em um raio de 200 metros do endereço do caso positivo. Ao todo, 310 imóveis foram visitados. Segundo a Zoonoses, a busca ativa não identificou nenhum caso suspeito em animais ou humanos.

Durante as visitas, veterinários e técnicos explicaram que a esporotricose é uma micose causada pelo fungo Sporothrix, encontrado no solo e em vegetais, e que pode ser transmitida a humanos e animais. A equipe também informou que os gatos são considerados os maiores transmissores, por meio de arranhões, mordidas ou contato com feridas e secreções nasais.

Os principais sintomas nos gatos são feridas que não cicatrizam, dificuldade para respirar, espirros com secreção, aumento do tamanho do focinho, emagrecimento e apatia. Nos cachorros, os sintomas são os mesmos, mas de forma mais branda. A orientação é procurar um médico-veterinário e comunicar o Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone 3427-3008 ao identificar sinais da doença. A esporotricose tem tratamento tanto para humanos quanto para animais.

Além das visitas domiciliares, a equipe também realizou ações de orientação em agropecuárias e pet shops da região, nas USFs Santa Rosa I e II, na Escola Estadual Avelina Palma Losso e em dois estabelecimentos veterinários do bairro. A coordenadora do CCZ, Aline Marangoni, afirmou que a orientação e a informação são fundamentais para evitar a disseminação da esporotricose.