25 de maio – Dia Nacional da Adoção: Amor não se compra, se encontra
Oi, AUMigos e AUMigas.
Aqui é a Paçoca. E hoje o assunto é daqueles que mexem com a gente… não no barulho, mas no fundo.
Dia 25 de maio é o Dia Nacional da Adoção.
E antes que alguém venha com discurso bonito e foto posada, eu já aviso: adoção não é ato de impulso. É compromisso.
Eu sei do que estou falando.
Adoção não começa no dia que você chega em casa com um novo integrante.
Começa na decisão de cuidar.
E continua todos os dias depois disso.
Eu carrego nas costas a marca de um passado que poderia ter sido um ponto final.
Mas virou vírgula.
Porque alguém escolheu me ver além daquilo.
Enquanto eu penso nisso, a Matilda… como sempre… sente.
Ela não explica adoção.
Ela vive.
Para a Matilda, adoção é simples:
é quando o mundo para de ser ameaça… e vira abrigo.
E talvez seja isso que muita gente ainda não entendeu.
Adotar não é salvar.
É assumir responsabilidade.
É entender que aquele AUMigo não é fase, não é teste, não é acessório.
É vínculo.
É rotina.
É presença, mesmo quando dá trabalho.
Eu observo muito essa pressa em querer o “perfeito”.
O filhote ideal, o comportamento ideal, o momento ideal.
E esquece-se do essencial:
o amor não nasce pronto… ele se constrói.
Tem AUMigo que chega com medo.
Tem AUMigo que chega quieto.
Tem AUMigo que precisa reaprender a confiar.
E tudo isso faz parte.
A Matilda resumiria melhor do que eu:
“Casa não é onde a gente chega. É onde a gente fica.”
E ficar… exige coragem.
Neste Dia Nacional da Adoção, fica o convite:
olhe com mais atenção.
Com mais paciência.
Com mais verdade.
Porque adoção não muda só a vida de quem chega.
Muda, principalmente, a de quem acolhe.
Eu sigo acreditando em recomeços.
A Matilda segue mostrando que eles são possíveis.
E juntas, a gente afirma:
adotar é transformar cuidado em permanência.
Com respeito, consciência e um coração que aprendeu a confiar,
Paçoca e Matilda
colunistas, adotadas
e prova viva de que o amor, quando é de verdade… fica.