Nosso humano favorito faz aniversário

Nosso humano favorito faz aniversário
Aniversário é uma coisa curiosa. Os humanos contam os anos, fazem planos, recebem mensagens, ganham presentes e, por algum motivo que ainda não conseguimos entender, dizem que estão ficando velhos. Nós, Paçoca e Matilda, preferimos outra medida: quantos passeios, quantos abraços, quantas histórias e quantas vezes alguém abriu a porta para nós com aquele sorriso que reconhecemos de longe.
No dia 3 de novembro, o nosso pai, Felipe, fez aniversário. E, desta vez, resolvemos deixar os humanos cuidarem dos parabéns, enquanto nós fazemos aquilo que sabemos melhor: contar um pouquinho sobre o homem que escolheu ser nosso pai.
O Felipe é historiador e jornalista, servidor público e, principalmente, nosso humano. Nós sabemos que ele passa boa parte do tempo trabalhando, lendo, escrevendo, pensando e fazendo perguntas. Às vezes temos a impressão de que ele gostaria de entrevistar até o gato da vizinhança. Mas também sabemos que, quando chega em casa, existe sempre um momento em que tudo isso fica para depois.
É quando ele nos chama.
E nós vamos.
Porque, para nós, não importa o tamanho do dia. Importa quem voltou para casa.
Eu, Paçoca, admiro no nosso pai a capacidade de conversar sério sobre praticamente qualquer assunto e, poucos minutos depois, estar rindo de alguma bobagem nossa. A Matilda gosta da calma dele, do jeito como observa as coisas e, principalmente, da maneira como consegue transformar pequenos momentos em lembranças.
Nós não entendemos muito de aniversários. Não sabemos contar velinhas e consideramos extremamente injusto que bolo seja um privilégio humano. Mas sabemos reconhecer amor.
E sabemos que amor também está nas coisas pequenas: na mão que faz carinho, na voz que chama pelo nosso nome, na preocupação quando não estamos bem, na paciência quando fazemos alguma arte e na alegria de simplesmente estarmos juntos.
Por isso, pai, nosso presente é simples.
Nós vamos continuar esperando você chegar.
Vamos continuar seguindo seus passos pela casa, ocupando lugares estratégicos no sofá e aparecendo misteriosamente quando houver comida por perto. Vamos continuar fazendo companhia nos dias bons e nos dias cansativos. E, quando você achar que está sozinho, pode ter certeza de que haverá pelo menos oito patas por perto.
Feliz aniversário, pai.
Que a vida lhe devolva, em dobro, todo o cuidado que você espalha por onde passa. Que nunca faltem histórias para contar, motivos para sorrir e tempo para viver aquelas pequenas coisas que acabam se tornando as maiores lembranças.
Nós somos suas filhas de quatro patas.
E, entre todas as histórias que você já estudou e contou, gostamos especialmente desta: a história da nossa família.
Com amor,
Paçoca & Matilda
Oito patas, quatro olhos atentos e um coração inteiro para o nosso pai. Feliz aniversário, Felipe!