Coluna da Paçoca

Cuidar de quem cuida, segundo a Paçoca (com a serenidade da Matilda)

Cuidar de quem cuida, segundo a Paçoca (com a serenidade da Matilda)

Oi, AUMigos e AUMigas.

Aqui é a Paçoca. E hoje o assunto é sério, mas pode ficar tranquilo: eu prometo não latir alto… só o necessário.

Quando a gente fala em cuidado com os animais, muita gente pensa logo no sofá, no potinho cheio e no carinho antes de dormir. Tudo isso é maravilhoso, claro. Mas existe um outro tipo de cuidado, silencioso e essencial, que nem sempre ganha destaque: o cuidado com os cães e gatos comunitários — e, principalmente, com quem cuida deles.

Esses animais vivem nas ruas, em praças, bairros, empresas, universidades. Não têm um lar fechado, mas têm vínculo. Têm nome, rotina, território e, muitas vezes, alguém que olha por eles todos os dias. É aí que entram os cuidadores comunitários, verdadeiros heróis sem capa… e sem férias.

Eles garantem água fresca no calor, comida no horário certo, observam se tem ferimento, levam ao veterinário quando dá, protegem do frio, dos fogos, da indiferença. Fazem isso por amor. Sem salário, sem holofote, às vezes até enfrentando críticas de quem não entende que cuidar não é “incentivar abandono”, é evitar sofrimento.

A Matilda observa tudo isso com aquele olhar tranquilo dela e sempre diz, em silêncio, que cuidar é um ato de equilíbrio. Respeitar o espaço do animal, mas não virar o rosto. Ajudar sem posse. Estar presente sem exigir nada em troca.

Eu, como boa jornalista canina, digo mais: cuidar de animais comunitários é também cuidar da cidade. Onde há água, alimento e acompanhamento, há menos doenças, menos conflitos e mais convivência. É saúde pública com empatia. É cidadania com patas.

Então, se você conhece um cuidador comunitário, respeite. Se puder ajudar, ajude. Se não puder, pelo menos não atrapalhe. Um pote de água nunca fez mal a ninguém. A indiferença, sim.

Seguimos acreditando que um mundo melhor começa com pequenos gestos.

Um olhar atento.

Uma mão estendida.

Um coração aberto.

Eu, Paçoca, sigo fiscalizando os potes d’água da cidade.

E a Matilda segue lembrando, com calma, que quem cuida merece cuidado também.

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