Coluna da Paçoca

Dia das Mães: Entre o colo e o mundo

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Oi, AUMigos e AUMigas.

Aqui é a Paçoca. E hoje o assunto pede respeito… mas também um pouco de sinceridade, porque ninguém aguenta texto de Dia das Mães que parece embalagem de presente.

Ser mãe não é só aquela imagem bonita de domingo com café passado e sorriso pronto. Ser mãe é rotina. É repetição. É presença quando ninguém vê. É acordar antes, dormir depois e, no meio disso tudo, ainda encontrar espaço para cuidar.

Eu observo bastante. Mães humanas, mães de pet, mães de todo tipo. E posso afirmar com convicção canina: o mundo funciona porque tem mãe segurando as pontas em silêncio.

Enquanto eu faço essa análise mais direta, a Matilda… bom, a Matilda sente antes de pensar.

Ela se aproxima, encosta, observa o vínculo. Para ela, mãe é isso: lugar seguro.

Simples assim.

E talvez seja isso que mais importa. Não o rótulo, não a data, mas o que permanece.

A mão que acolhe.

O olhar que entende.

O cuidado que não cobra.

Eu, Paçoca, que tenho uma certa resistência a sentimentalismos exagerados, reconheço: mãe é uma figura difícil de explicar. Porque não é só quem gera. É quem fica. Quem insiste. Quem não solta, mesmo quando o mundo tenta puxar.

A Matilda resume melhor do que qualquer discurso:

“Tem gente que é colo.”

E tem mesmo.

Neste Dia das Mães, fica o convite para olhar com mais atenção. Para agradecer de verdade. Não com pressa, não por obrigação, mas com presença. Porque presença… essa sim, não se compra, não se ensaia e não se substitui.

Eu sigo observando.

A Matilda segue sentindo.

E juntas, a gente reconhece:

mãe não é só quem cuida.

É quem transforma cuidado em permanência.

Com respeito, afeto e um silêncio cheio de significado,

Paçoca e Matilda

colunistas, observadoras do mundo

e eternas aprendizes do que é amar sem medida.

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