Coluna da Paçoca

Entre gestos e sentidos: o que a Libras nos ensina

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Oi, AUMigos e AUMigas.

Aqui é a Paçoca. E hoje o assunto envolve linguagem… mas não exatamente das que a gente ouve.

No dia 24 de abril, celebramos o Dia Nacional da Libras, a Língua Brasileira de Sinais. E talvez o primeiro ponto importante seja esse: Libras não é um recurso, não é um complemento. É uma língua. Completa, estruturada e essencial para a comunicação de milhares de pessoas no Brasil.

Eu, que observo tudo com atenção, percebo como ainda existe um certo distanciamento quando o assunto é inclusão. Fala-se muito, mas se aprende pouco. E, no caso da Libras, aprender é mais do que um gesto técnico — é uma forma de ampliar o olhar.

A Matilda, sempre mais sensível, costuma dizer que comunicar não é apenas falar. É ser compreendido. E isso muda tudo.

A Libras nos lembra que o mundo não se organiza apenas pelo som. Há outras formas de expressão, de conexão, de convivência. E ignorar isso não é apenas uma falha de comunicação — é uma forma silenciosa de exclusão.

E aqui vai um ponto importante: inclusão não acontece no discurso. Acontece na prática. Quando há intérpretes, quando há acesso, quando há interesse genuíno em aprender e respeitar.

Não é sobre adaptação pontual.

É sobre pertencimento.

Eu, Paçoca, sigo observando quem se dispõe a aprender.

A Matilda segue lembrando que empatia começa quando a gente se move em direção ao outro.

Que o 24 de abril seja mais do que uma data.

Seja um convite.

Para ouvir com os olhos.

E entender com o coração.

Eu sigo atenta aos gestos.

E a Matilda… ao que eles significam.

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