FERTILIZANTES BRASILEIRO.
O Brasil não importa fertilizantes de outros países. O que o Brasil importa são os insumos para fabricar os seus fertilizantes.
Os insumos são o trio NPK (Nitrogênio, Fósforo e o Potássio), insumos que são essenciais para a nutrição das plantas.
O Nitrogênio (N) é um macronutriente que tem como função o crescimento vigoroso das plantas, como a cor verde intensa e o desenvolvimento da área foliar. Atua diretamente no metabolismo e divisão celular, contendo proteínas, enzimas e clorofila que são essenciais para a fotossíntese.
O Fósforo (P) é um macronutriente que atua no desenvolvimento das plantas no sentido fundamental para o enraizamento forte, na floração, frutificação, produção de sementes, crescimento rápido, atua também na fotossíntese e respiração e na estrutura celular.
O Potássio (K) também é um macronutriente que atua no crescimento, saúde geral e produção das plantas, regulando o uso de água (abertura e fechamento dos estômatos das folhas), facilita a fotossíntese e o transporte de nutrientes (açúcares), ativa enzimas vitais, aumenta a resistência contra doenças, pragas e secas.
Aliás, esses insumos são todos macronutrientes primários que são adicionados ao solo no momento da semeadura ou em cobertura.
A Rússia é a Ucrânia são os principais fornecedores desses insumos para o Brasil fabricar seus fertilizantes que são usados na produção de lavouras. Foram responsáveis por 25,9% de entrega ao país.
A ureia é uma matéria prima muito utilizada na agricultura mundial, pois é uma fonte rica em Nitrogênio, está em alta de 61% de importação, vindo da China e Rússia, porém as exportações desses países para o Brasil e demais países estão restritas, devido ao conflito do Oriente Médio (Rússia e Ucrânia) e a prioridade está em seus mercados internos.
Com a demanda interna e externa do Agro Brasileiro é a ampliação de áreas plantadas, o Brasil depende muito dos insumos importados (trio NPK) para fabricar seus fertilizantes e, em 2015 só atingiu 25% de sua necessidade.
O maior peso de custos para as lavouras brasileiras são os fertilizantes, temos como exemplo a lavoura da soja que gasta 46,7% do custeio com fertilizantes.
Uma estimativa para os anos de 2026 e 2027 está em R$ 2.071,87 reais por hectare (10.000 m²).
Para diminuir esse custeio, a Agro Brasileiro vem procurando fontes alternativas, fontes diversas de nutrientes, minerais, fertilizantes orgânicos, aproveitamento de resíduos e bioinsumos, sendo que essas alternativas não substituem os fertilizantes convencionais.
O Brasil é Agro, é Líder mundial na fabricação de fertilizantes usados na agricultura brasileira.
A média de importação do Nitrogênio (N) é de 76%, Fósforo (P) 55% e o Potássio (K) fica em 94%.
Da Rússia o Brasil importa 25,9%, China 18,8%, Canadá 10,3%, Marrocos 7,5%, Nigéria 4,6%, Arábia Saudita 4,3%, EUA 4%, Israel 3,2%, Omã 2,9% e do Egito 2,7% de insumos para fabricar seus fertilizantes.
Esses são os principais países fornecedores de insumos agricolas ao Brasil.