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DDMs fazem 39 prisões em flagrante por dia em SP, aponta Sindpesp

Levantamento obtido pela entidade mostra 132,5 mil medidas protetivas ajuizadas e 17.137 prisões em flagrante em 2025 e de janeiro a agosto de 2026

Jacqueline Valadares - presidente do Sindpesp Divulgação
Jacqueline Valadares - presidente do Sindpesp

As Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) da Polícia Civil paulista realizaram, ao menos, 39 prisões em flagrante e ajuizaram 262 medidas protetivas para vítimas de violência doméstica por dia em 2025, segundo dados obtidos pelo Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp). Os números foram extraídos dos canais oficiais da corporação, via Lei de Acesso à Informação (LAI).

O sindicato pediu estatísticas de todo o ano de 2025 e de janeiro a agosto de 2026 para embasar a defesa por mais recursos humanos e de estrutura nas DDMs, além da valorização dos policiais civis que atuam nessas unidades e da melhoria dos serviços prestados à população.

De acordo com o levantamento, a soma dos dois períodos mostra 301.916 Boletins de Ocorrência (B.O.s), 198.049 inquéritos instaurados, 17.137 prisões em flagrante e 132,5 mil medidas protetivas de urgência ajuizadas. Em 2025, foram lavrados 183.904 B.O.s e instaurados 120.733 inquéritos. Já de janeiro a agosto de 2026, foram 118.012 ocorrências registradas e 77.316 inquéritos policiais.

Nas prisões em flagrante, as DDMs somaram 14.255 em 2025 e 2.882 em 2026, totalizando 17.137. Na modalidade cautelar, foram 1.075 no ano passado e 548 neste ano. Em demais prisões, foram 297 em 2025 e 122 em 2026. No caso das medidas protetivas, os dados apontam 95.798 solicitações judiciais em 2025 e 36.702 de janeiro a agosto de 2026.

A presidente do Sindpesp, delegada Jacqueline Valadares, afirmou que os números mostram a confiança da população feminina nas DDMs, que até agosto eram 144 físicas em todo o estado, sendo 20 com horário ininterrupto, além de 235 salas 24h com atendimento virtual. Ela defendeu valorização maior para os profissionais que atuam nessas unidades.

“Os números são impressionantes e provam a importância da Polícia Judiciária para a sociedade, e, em especial, às mulheres”, disse.

O Sindpesp também demonstrou preocupação com promessas de expansão das unidades 24h em campanhas eleitorais e afirmou que não basta abrir delegacias sem soluções para a falta de contingente e de estrutura, a valorização salarial, a sobrecarga de trabalho e a saúde dos profissionais da Segurança Pública.