Espaço Lilás será criado em 40 unidades da PM de SP para acolher mulheres vítimas de violência
Nova estrutura vai atuar dentro dos batalhões, com visitas solidárias, acompanhamento e orientação às vítimas após o registro da ocorrência
Divulgação/Governo de SP
O Governo de São Paulo anunciou a criação do Espaço Lilás em batalhões, companhias e unidades da Polícia Militar para reforçar o atendimento e o acolhimento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A iniciativa será implantada em 40 salas de operações da corporação em todo o estado e funcionará de forma complementar à Cabine Lilás.
Segundo o governo, esses espaços ficam dentro das unidades e são responsáveis pela análise de dados, monitoramento de sistemas de comunicação e apoio ao policiamento ostensivo. A nova estrutura terá atendimento preferencialmente feito por policiais militares mulheres, com escuta ativa e orientação às vítimas. O objetivo é oferecer informações qualificadas sobre a rede de proteção disponível e ampliar o acompanhamento após o registro da ocorrência.
Hoje, cada centro de operação tem uma Cabine Lilás. Mas não é suficiente. Nós estamos criando 40 unidades de Espaço Lilás que vão ficar junto às salas de operação de batalhões de unidades especializadas da PM, afirmou o governador Tarcísio de Freitas. Ele disse ainda que as equipes não vão apenas receber chamados, mas fazer busca ativa, patrulhamento e visitas solidárias e comunitárias às mulheres atendidas pela PM.
O projeto prevê três frentes de atuação. A primeira são as visitas solidárias, realizadas em até 10 dias após a ocorrência atendida pela PM, com foco em acolhimento, orientação e incentivo à adoção de medidas legais contra o agressor. Também estão previstas visitas comunitárias a mulheres com risco de reincidência e a criação do grupo PVS Acolher, dentro do programa Vizinhança Solidária, para acompanhamento humanizado das vítimas e divulgação de ferramentas como o aplicativo SP Mulher Segura e o número 190. O atendimento será feito por busca ativa em registros de violência doméstica, incluindo chamados do 190 e dados de aplicativos oficiais da corporação.