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Governo de SP descarta caso suspeito de ebola em paciente internado

Instituto Adolfo Lutz não encontrou material genético do vírus em homem de 37 anos, que segue internado no Emílio Ribas com quadro grave

No estado de São Paulo, casos suspeitos de ebola devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) Divulgação/Governo de SP
No estado de São Paulo, casos suspeitos de ebola devem ser comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP)

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) descartou, nesta segunda-feira (1), o caso suspeito de vírus Ebola em um paciente de 37 anos internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital. A conclusão veio após investigação epidemiológica e laboratorial conduzida pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de São Paulo (CIEVS-SP) e pela análise das amostras feita pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), que não detectou material genético do vírus.

No último sábado (30), a pasta já havia informado o resultado de exames que apontaram a presença de Neisseria meningitidis, bactéria causadora da meningite meningocócica, por meio de exame de reação em cadeia da polimerase quantitativa (q PCR). Mesmo com o descarte para ebola, o paciente permanece internado em leito de UTI, com quadro grave de saúde. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é referência para atendimento de casos suspeitos ou confirmados para o vírus.

Segundo a SES-SP, o homem é procedente da República Democrática do Congo e havia viajado recentemente ao país. Ele foi transferido para o Emílio Ribas no sábado (30/5), com sintomas como febre e diarreia. O CIEVS-SP informou que o paciente não realizou deslocamento para áreas de risco na RDC e que a investigação começou de forma preventiva, após a notificação do caso e a identificação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com suspeita da doença.

A Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD-SES-SP) avalia que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores citados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas. Mesmo assim, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus, além de casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.