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Meta informa ao TSE que canal Exército do Lula não viola suas políticas

Análise foi solicitada por Kassio Nunes Marques após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro; canal é usado para postagens de apoio a Lula

Meta informa ao TSE que não encontrou irregularidades no canal “Exército do Lula” no WhatsApp. Imagem: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Meta informa ao TSE que não encontrou irregularidades no canal “Exército do Lula” no WhatsApp.

A Meta informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 23 de outubro, que não encontrou irregularidades no funcionamento do canal Exército do Lula, no WhatsApp. Segundo a empresa, a análise técnica não identificou violações às suas políticas. O canal foi criado para publicar conteúdos de apoio ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A manifestação foi solicitada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que determinou uma verificação do canal após pedido do candidato Flávio Bolsonaro (PL). A Meta, responsável por WhatsApp, Instagram e Facebook, afirmou que a avaliação seguiu as diretrizes para canais. Segundo a empresa, a declaração técnica encaminhada ao tribunal detalha as políticas e a metodologia para detectar conteúdos que violem suas regras.

A campanha de Flávio alega haver indícios de que as redes operadas pela Meta não estariam cumprindo o plano de conformidade apresentado ao TSE para garantir a integridade do processo eleitoral. No dia 11 de outubro, Nunes Marques suspendeu o canal a pedido da campanha, sob o argumento de que houve replicação de conteúdos já considerados inverídicos pelo tribunal.

Em seguida, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a suspensão. Ele afirmou que o pedido de liminar havia sido protocolado na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão de rejeitar a suspensão do canal. Posteriormente, Nunes Marques liberou o canal, após seu registro oficial no tribunal.

Também no dia 23 de outubro, antes da manifestação da Meta, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, decidiu que o canal Exército do Lula não poderá ser suspenso ou restringido novamente por decisões individuais de membros da Corte.

Matéria baseada em texto de André Richter, Repórter da Agência Brasil.