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Operação mira rede de bets ilegais que movimentou R$ 734 milhões, segundo investigação

Cerca de 200 policiais cumprem 52 mandados de busca no DF e em cinco estados; Justiça autorizou bloqueio de R$ 3,483 bilhões.

Polícia Civil deflagra operação no Distrito Federal e em cinco estados contra rede de apostas ilegais que teria movimentado R$ 734 milhões. Imagem: PC/DF
Polícia Civil deflagra operação no Distrito Federal e em cinco estados contra rede de apostas ilegais que teria movimentado R$ 734 milhões.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e as polícias civis de cinco estados deflagraram, na manhã de quinta-feira, 05 de novembro de 2026, a Operação Azzardo contra uma rede de bets ilegais que movimentou cerca de R$ 734 milhões, segundo as investigações. A ação mobiliza aproximadamente 200 policiais para cumprir 52 mandados de busca e apreensão no DF, em São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte.

A Justiça do Distrito Federal autorizou o bloqueio de R$ 3,483 bilhões, alcançando 64 pessoas físicas e 120 pessoas jurídicas. Também determinou a suspensão das inscrições no CNPJ e dos registros nas juntas comerciais de 100 empresas e empresários individuais, além da proibição de abertura de novas contas bancárias pelos investigados durante 90 dias. A decisão inclui o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 pessoas jurídicas.

A investigação começou há cinco meses, a partir de comunicações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda à PCDF. Foram identificadas plataformas de apostas de quota fixa sem autorização federal, divulgadas em redes sociais e em resultados de buscas na internet. No DF, os mandados são cumpridos em Sobradinho, Sobradinho II e Ceilândia. Em São Paulo, há buscas na região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros, na Vila Olímpia e em outros locais. Em Goiás, as diligências ocorrem em Goiânia, Planaltina de Goiás e Valparaíso de Goiás.

Segundo a PCDF, o dinheiro dos apostadores era direcionado a mais de 100 contas abertas na fintech A55 Sociedade de Crédito, com sede em São Paulo. A polícia informou que cerca de R$ 1 bilhão foi movimentado dessa forma. A instituição, duas empresas do mesmo grupo e seus dirigentes são alvos de buscas e bloqueios. A Agência Brasil informou que tentava contato com a instituição para obter um posicionamento.

O delegado Paulo Pereira, chefe da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da PCDF, relatou que apostadores registraram ocorrências por não receberem valores das apostas e desconhecerem a situação irregular dos sites. Segundo ele, as empresas que recebiam os pagamentos eram de fachada. Os investigados respondem por exploração de loteria não autorizada, estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa.