Petrobras diz que não pretende fazer mudanças abruptas no preço dos combustíveis
Presidente da estatal afirma que empresa mira aumento de produção para garantir segurança energética em meio à alta do petróleo no mercado internacional.
Fernando Frazão/Agência Brasil
A Petrobras afirmou que não pretende promover mudanças abruptas nos preços dos combustíveis no Brasil, رغم do encarecimento do petróleo no mercado internacional por causa da guerra no Oriente Médio. Segundo a presidente da estatal, Magda Chambriard, a estratégia da empresa é ampliar a produção para garantir a segurança energética do país.
“A Petrobras tem trabalhado para aumentar a produção dos derivados no mercado brasileiro, o que se revelou ainda mais importante a partir de março, em condições de guerra do Irã”, disse nesta terça-feira (12), no Rio de Janeiro, durante entrevista a jornalistas sobre o balanço financeiro da companhia. “Mudanças abruptas estão fora da nossa intenção de repasse”, completou.
A executiva disse que a empresa monitora os preços, a participação no mercado e a concorrência com o etanol. Segundo ela, a produção de gasolina da companhia atende à demanda brasileira, embora o país também importe e exporte o combustível. A diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Angelica Laureano, acrescentou que a decisão sobre eventual reajuste da gasolina não depende da aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLP) 67/2026, que reduz a zero as alíquotas dos tributos PIS/Cofins e Cide sobre combustíveis. O projeto tramita no Senado.
No balanço, a Petrobras destacou recorde de produção de óleo e gás no primeiro trimestre, com alta de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025. A empresa também informou que registrou lucro de R$ 32,7 bilhões no trimestre, mais que o dobro do resultado do último trimestre de 2025, e que os investimentos somaram R$ 26,8 bilhões, alta de 25,6% na comparação anual. A dívida ficou em US$ 71,2 bilhões, abaixo do limite previsto no plano de negócios 2026-2030.