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Polícia Civil faz operação contra suspeita de comércio de bebidas falsificadas em Guarulhos

Equipes cumprem mandado em galpão e apuram procedência dos produtos, condições de armazenamento e possíveis irregularidades fiscais

A ação, coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), mobiliza 30 policiais civis, além de servidores da Secretaria da Fazenda Estadual e da Vigilância Sanitária e peritos da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) Imagem: SSP
A ação, coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), mobiliza 30 policiais civis, além de servidores da Secretaria da Fazenda Estadual e da Vigilância Sanitária e peritos da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe)

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou no dia 22 de outubro uma operação contra o comércio de bebidas falsificadas, com cumprimento de mandado de busca e apreensão em um galpão industrial em Guarulhos, na Grande São Paulo. Segundo as investigações, uma distribuidora localizada no município seria responsável por fornecer produtos irregulares a diversos comércios.

A ação é realizada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), sob coordenação da 3ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG). Participam 30 policiais civis, além de servidores da Secretaria da Fazenda Estadual e da Vigilância Sanitária e peritos da Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe). O galpão fica na estrada Velha de Guarulhos, no bairro São Miguel.

No local, as equipes vão verificar a procedência das bebidas, possíveis sinais de falsificação e as condições sanitárias de armazenamento. A operação também busca identificar irregularidades fiscais e possíveis crimes contra a saúde pública e a propriedade industrial. O delegado Fernando David, da 3ª DIG, afirmou que o objetivo é identificar os responsáveis pelo comércio e interromper a circulação de bebidas de origem irregular.

De acordo com as apurações, há indícios de que o estabelecimento movimentava grandes quantidades de bebidas com notas fiscais suspeitas. Os investigadores também identificaram inconsistências nos registros da empresa, que podem indicar o uso de um terceiro como responsável formal pelo negócio para ocultar quem efetivamente controla as atividades.

Segundo a investigação, o suposto operador seria um empresário condenado pela Justiça de Minas Gerais por crimes tributários, lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Ele também teria sido alvo de órgãos de fiscalização em outubro de 2025, por suspeita de envolvimento com adulteração de bebidas com metanol. A operação segue em andamento.