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São Paulo reúne rede de proteção para denunciar violência doméstica e buscar apoio

Estado tem 142 DDMs, DDM Online, aplicativo com botão do pânico, Cabine Lilás, Protocolo Não se Cale e serviços de acolhimento

Mulher vítima de violência em São Paulo pode procurar uma das 142 DDMs físicas espalhadas pelos municípios. Divulgação/Governo de SP
Mulher vítima de violência em São Paulo pode procurar uma das 142 DDMs físicas espalhadas pelos municípios.

Mulheres vítimas de violência em São Paulo contam com diferentes canais para denunciar agressores e buscar proteção. A rede do estado inclui 142 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) físicas, sendo 18 com funcionamento 24 horas, além da DDM Online, que permite registrar boletim de ocorrência e solicitar medidas protetivas sem sair de casa.

As DDMs são unidades exclusivas para atendimento de vítimas de violência de gênero. O estado também mantém salas DDM instaladas em delegacias com plantão policial. Já a DDM Online funciona 24 horas por dia e pode ser acessada por qualquer dispositivo conectado à internet. No serviço, a vítima pode registrar ocorrências e pedir medidas protetivas.

Outra ferramenta disponível é o aplicativo SP Mulher Segura, que unifica serviços de atendimento às vítimas de violência. O cadastro é feito com a conta gov.br e o app pode ser baixado na Play Store ou na App Store. Ele oferece botão do pânico para mulheres com medidas protetivas que precisem de socorro policial imediato e também permite o registro de boletins de ocorrência 24h. O botão do pânico está ligado à política de tornozelamento em vigor no estado, em parceria com o Tribunal de Justiça de São Paulo, com monitoramento 24 horas por dia pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom).

O estado também conta com a Cabine Lilás, serviço exclusivo da Polícia Militar para atendimento de ocorrências de violência contra mulheres, acionado pelo 190. Em bares, restaurantes e casas de show, o Protocolo Não se Cale permite pedir ajuda de forma verbal ou com o gesto de socorro de palma da mão aberta para cima, com o polegar flexionado ao centro e os dedos fechados em punho. Além disso, há serviços de acolhimento, como o Serviço de Acolhimento Institucional para Mulheres Vítimas de Violência e a Casa da Mulher Paulista, que oferece acolhimento, capacitação, orientação para o mercado de trabalho e suporte jurídico e psicológico.