Trump rejeita limitar IA e critica governança global da tecnologia
Em discurso na ONU, presidente dos Estados Unidos afirmou que não vai “sufocar” o avanço da IA e disse que a tecnologia passará a ser chamada de superinteligência
Reuters/Michael Kappeler
Em discurso na sede das Nações Unidas (ONU), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou iniciativas globais de regulação e governança da Inteligência Artificial (IA) e afirmou que o país rejeita qualquer tentativa de criar um esquema globalista para controlar a tecnologia. A declaração foi feita na abertura da 81 Assembleia Geral da ONU, nesta quarta-feira (22).
Trump também disse que os Estados Unidos não vão limitar o avanço da IA e defendeu que quem controlar a tecnologia será o vencedor da nova revolução tecnológica. “Não vou sufocar o crescimento de algo que será maior do que a Revolução Industrial”, afirmou. O presidente acrescentou que o país está à frente da China e de outras nações na disputa pelo setor.
A fala ocorre em meio à disputa entre China e EUA por influência sobre a cadeia produtiva da IA. De um lado, Washington defende um sistema com parceiros confiáveis para controlar o desenvolvimento da tecnologia. De outro, a proposta liderada por Pequim convoca todas as nações para participar da governança da IA por meio de sistemas de códigos abertos, que permitem a apropriação da tecnologia por qualquer empresa ou organização.
No mesmo discurso, Trump prometeu mudar o nome da tecnologia para superinteligência. “Daqui para frente, será oficialmente chamada de superinteligência. Mudamos o nome porque o uso da palavra ‘artificial’ faz a inteligência parecer falsa”, afirmou. O especialista em governança de IA Ettore Arpini, fundador da organização Plures, disse à Agência Brasil que a mudança pode mais confundir do que ajudar e ainda favorecer a posição dos EUA na corrida pelo controle global da IA.